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10/02/2016

A necessidade da inclusão do compliance na cultura das empresas

Saiba como programas de controle de risco são fundamentais no combate à corrupção dentro das companhias

Conhecer as áreas e processos que apresentam vulnerabilidade e quais são os riscos a que a empresa está exposta são os primeiros passos para a implantação de um programa de compliance – que é um conjunto de regras e políticas internas que pode ajudar a detectar inconformidades em uma organização.  

Para Marco Antônio Guimarães, gerente corporativo de controle do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), as empresas de todos os portes têm investido na adoção de medidas de compliance, especialmente aquelas que mantém contratos com a administração pública. “A administração das empresas têm patrocinado essas políticas com a intenção de garantir ampla transparência nas relações que mantém com seus sócios, stakeholders, clientes e empregados com a finalidade de garantir, além do atendimento à legislação, a efetivação de princípios éticos e morais que norteiam o Estado Democrático”, explica Guimarães.

compliance

Em junho de 2012, a empresa paranaense Neodent, especializada em materiais para o mercado odontológico, implantou um programa de compliance. Segundo o vice-presidente jurídico, Jafte Carneiro, o compliance surgiu na Neodent como um instrumento de alinhamento das necessidades legais e corporativas. “Nessa época o departamento jurídico recebeu a atribuição de implementar o programa para tornar os controles internos mais seguros e os negócios mais fortalecidos. Com esta missão, em janeiro de 2013 foi apresentado um novo Código de Conduta, renovado, consolidado em boas práticas de Governança & Compliance. Todos os colaboradores foram treinados e avaliados. Alguns deles, melhor avaliados, passaram a compor o Comitê Gestor do Código de Conduta”, destaca.

Jafte explica que o processo é dividido em três pilares: prevenção, detecção e resposta. “Entre 2013 e 2014, criamos o Canal de Denúncias, pela necessidade de dar foco à detecção de questões sensíveis da conformidade, que podem, eventualmente, afetar o negócio. Criamos um departamento com maior independência. Em maio de 2014, foi oficialmente criado o GRC – Governança, Riscos & Compliance, um novo departamento com total dedicação em ações de prevenção, detecção e remediação”.

Por estar atenta às políticas de compliance, a alemã Robert Bosch também é um exemplo de empresa que tem na gestão a preocupação com que todos os trabalhadores ajam dentro das conformidades da legislação. Para tanto, eles criaram o Código de Conduta nos Negócios, em que constam todas as principais regulamentações legais e corporativas a serem seguidas. Este Código explica porque o princípio da legalidade é tão importante para a empresa e fornece aos trabalhadores um guia para condução das atividades diárias.

Em 2008, a empresa estabeleceu um comitê corporativo de compliance e indicou Compliance Officers (diretores de transparência) para cada uma de suas regionais. Essa movimentação tem como objetivo fortalecer as atividades de prevenção e inspeção. Ainda, há um sistema de compliance complementado por linhas telefônicas diretas e endereços de e-mail para reporte de eventuais casos de desvio de conduta dos funcionários, como fraudes, desvios, assédios ou corrupção. “Toda e qualquer iniciativa normativa, que tenha por objetivo fortalecer as relações entre partes públicas ou privadas, de forma ética, honesta e transparente, vem fortalecer ainda mais o nosso programa interno e a cultura empresarial que norteia todo nosso Grupo”, explica Harold Bouillon, diretor de Compliance, Jurídico Trabalhista e Auditoria da Robert Bosch América Latina.

 

>> No dia 10 de março, o Sistema Fiep e o Cifal Curitiba promovem o II Fórum Transparência e Competitividade no Campus da Indústria em Curitiba. Dentre os palestrantes do evento, que vai debater a corrupção nas empresas, estão o juiz federal Sergio Moro e o jornalista William Waack.