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10/03/2016

Análises sobre o impacto da corrupção nos negócios abrem o 2º Fórum Transparência e Competitividade

Primeiro palestrante do dia, jornalista William Waack destacou a velocidade dos fatos na crise política e econômica brasileira

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Com lotação máxima de três mil pessoas, o 2º Fórum Transparência e Competitividade, promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná e pelo Centro Internacional de Atores Locais para a América Latina (Cifal) Curitiba, que acontece ao longo desta quinta-feira, trouxe logo na sua palestra de abertura um extenso debate sobre o impacto da corrupção na competitividade e no desenvolvimento econômico do país – análise feita pelo jornalista William Waack, o primeiro convidado do Fórum, que promoveu a palestra “A conjuntura e a corrupção no Brasil: quais são os impactos na competitividade das empresas”.

 Confira galeria de fotos!

Antes da palestra do jornalista, o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, abriu o evento apresentando números sobre o impacto da corrupção que, no Brasil, é o terceiro fator mais problemático para se fazer negócios. “Estamos com a casa lotada. Isso demonstra o interesse da comunidade industrial do Paraná – mais de 90% das inscrições são de empresários e pessoas ligadas ao meio”, falou.

O presidente também destacou o aumento de público em relação ao primeiro Fórum, realizado em 2013, mesmo ano em que a Lei Anticorrupção (12.846) foi sancionada. “Temos de quatro a cinco vezes mais público”.

Campagnolo também destacou o cenário crítico pelo qual passa a economia do país. “Nos entristece ver a colocação do Brasil no ranking da corrupção nos últimos 10 anos. O que mais incomoda é que isso prejudica o ambiente de negócios, além da competitividade. O que está acontecendo são empresas resistindo e esperando que o dia de amanhã seja melhor. E nós vamos procurar ter a mesma esperança”.

O presidente do Sistema Fiep destacou que, apesar dos problemas, existem boas inciativas, como o Pacto Global, do qual a entidade é signatária. “O objetivo desse fórum é deixar não só o Paraná, mas todo o Brasil, abastecido com informações. A maneira como se vê a corrupção felizmente está mudando no Brasil, apesar de não ser um problema de hoje. Esse é um país rico, com um povo valoroso. Queremos que esse fórum contribua para as empresas paranaenses serem melhores.”

Waack

No início da sua fala, o âncora do “Jornal da Globo”, professor da Universidade de São Paulo e Cientista Político formado pela Universidade de Mainz, William Waack brincou: “não costumo dar boa tarde, por questões óbvias”, e começou dizendo que “não há registro histórico de um governo democrático capaz de sobreviver a essas crises, ao desastre político que estamos vivendo junto com uma catástrofe econômica”.

Profissional especialista na cobertura de conflitos internacionais, como a revolução do Irã, Waack declarou que “se sente em casa” na crise política brasileira. “Medimos uma crise pela velocidade dos fatos, é o maior indicador da gravidade, e é o que estamos vivendo”.

O jornalista destacou, ainda, que a corrupção não é o único fator responsável pela atual crise. “Ao desastre chegaríamos mesmo sem a roubalheira. Por trás do fracasso das principais políticas de crescimento, estão as ideias erradas”.

Lava Jato

No final da palestra, Waack elogiou o trabalho da operação Lava Jato e o juiz federal Sergio Moro, que encerra o Fórum nesta quinta com a palestra “Corrupção, empresas e controle”, mas disse que a operação, por si só, não resolverá o problema da corrupção. “ Quando a gente olha os  acontecimentos da Lava Jato, e gente se sente como cidadão, que quer viver do fruto do nosso suor, e não do nosso acerto. Do empreendedor que quer conseguir fazer algo sem acerto. Mas a Lava Jato em si sozinha, não basta. Estamos diante da necessidade de um outro consenso social”, frisou Waack, que disse, ainda, que Curitiba é hoje o “Centro Cívico do Brasil”.

O 2º Fórum Transparência e Competitividade tem o apoio da Unitar (United Nations Institute for Training and Research, Transparência Internacional, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Observatório Social do Brasil, ABIMCI, Instituto dos Advogados do Paraná (IAP), SIGEP, ABIGRAF-PR e da OAB Paraná.