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10/03/2016

Palestrantes defendem educação no ambiente empresarial para combate à corrupção

No painel, participantes viram como importante a fiscalização nas empresas e vigilância nas condutas duvidosas

.A educação dentro das empresas, desde o grande empresário até os colaboradores, foi um dos principais temas explorados por participantes do painel “A gestão organizacional em face da corrupção”, durante o 2° Fórum Transparência e Competitividade, realizado nesta quinta-feira (10), no Campus da Indústria, em Curitiba. O debate foi mediado pelo jornalista Willian Waak, da Rede Globo.

 Confira galeria de fotos!

Participaram do debate Paulo Stark, CEO da Siemens, André Oliveira, presidente da Rede Brasileira de Pacto Global e diretor jurídico, de impostos e de seguros do Grupo Basf para a América do Sul, Jafte Carneiro, diretor jurídico da Neodent, e Alex Mejía, gerente do Programa de Desenvolvimento Local do Instituto das Nações Unidas de Treinamento e Pesquisa (Unitar).

Após trazer um vídeo sobre a atuação da Rede Brasileira de Pacto Global sobre a importância de influenciar boas práticas e boas condutas nas empresas, Oliveira destacou que, mesmo com o cenário de incertezas diante da corrupção no Brasil, o país e o brasileiro são capazes de reverter esse quadro. "Esses desafios se apresentam a todos os interlocutores da sociedade". Dentro desse quadro, segundo ele, é importante "interagir, capacitar, construir conteúdo" para sair da corrupção.

Em uma visão ampla, o CEO da Siemens, Paulo Stark, avaliou a importância de os membros das empresas se manterem alertas para possíveis desvios de conduta. "Uma corporação, independente do tamanho, tem que estar alerta porque, infelizmente, as pessoas acabam buscando o caminho mais fácil para se beneficiar. O sucesso dos profissionais é diretamente ligado ao sucesso das empresas. Os executivos acabam instrumentalizando as empresas para se beneficiar pessoalmente".

Ações

Na opinião de Carneiro, há necessidade de o empresário identificar aquilo que é "maléfico" para o futuro da corporação, pois "isso pode refletir no futuro do empresário e da empresa". Se alguma atitude duvidosa é, de alguma forma, vista como necessária para o andamento de um empreendimento ou de uma atividade da empresa, Carneiro acrescentou que o melhor é buscar outros caminhos para isso. "Ou você diz não (à corrupção) ou assume um risco", defendeu.

Também se mostra importante, na opinião de Mejía, analisar a corrupção como um tema pessoal e não somente institucional ou político. "Para mim, corrupção é como um câncer. Não vai desaparecer porque temos muito diálogo. Não vai desaparecer porque vamos protestar nas ruas. Tem que desaparecer quando a pessoa recupera os valores de integridade. Começa pelas pessoas", enfatizou.

Fiscalização

Durante o painel seguinte, "O sistema anticorrupção e a responsabilidade das empresas e gestores", o professor da Universidade de São Paulo (USP), Modesto Carvalhosa, defendeu que uma das possibilidades de se combater a corrupção "seria no sentido de quebrar a interlocução direta entre os empresários e os agentes públicos". Ele disse que o Brasil ainda vive um tipo de capitalismo que pode ser chamado de "capitalismo de padrinhos", o que dificulta a quebra da interlocução entre agente público e empresário. Por isso, ele defendeu que se "estabeleça uma garantia do governo da entrega no prazo e com qualidade das obras definidas junto com as empreiteiras", além da fiscalização do que está nos contratos.

Além de Carvahosa, participaram do painel o desembargador Edson Vidal, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Lúcio Glomb, e o presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), Levi Ceregato.

Confira como foi a abertura do evento!