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20/06/2018

Prejuízos causados pela corrupção foram debatidos no 3º Fórum Transparência e Competitividade

Evento que o Sistema Fiep promoveu no dia 21 de maio discutiu como os desvios afetam a economia e o papel das empresas no combate a práticas corruptas

A corrupção causa prejuízos aos cofres públicos, afeta o poder de concorrência das empresas e compromete o desempenho econômico do país. Foi para discutir essas questões e o papel da iniciativa privada no combate a práticas corruptas que foi realizado o 3º Fórum Transparência e Competitividade. O evento, promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em parceria com o Cifal Curitiba e o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar), reuniu executivos de empresas, juristas e representantes de entidades que atuam no combate à corrupção. Entre os palestrantes esteve o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um levantamento da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, da Polícia Federal, estimou que o prejuízo causado ao país por todos os casos de corrupção investigados pelo órgão, nos últimos quatro anos, ultrapassou a marca de R$ 123 bilhões. Entraram na conta verbas públicas desviadas, contratos fraudulentos, impostos sonegados e crimes financeiros e cibernéticos, entre outros. ?Crimes como esses afetam significativamente a qualidade dos serviços públicos e, além disso, prejudicam a competitividade do setor produtivo do país?, afirmou o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo.

Ele acrescentou que o impacto negativo da corrupção sobre o desempenho econômico fica evidente quando se analisa o desempenho do Brasil em rankings internacionais. No Índice de Percepção da Corrupção, da Transparência Internacional, o país ocupava a 96ª colocação, entre 180 nações pesquisadas. Já o Relatório Global de Competitividade, do Fórum Econômico Mundial, colocou o Brasil apenas na 80ª posição, entre 137 avaliados. ?Ao mesmo tempo, os países mais competitivos do mundo, como Suíça, Estados Unidos, Singapura e Alemanha, estão também entre os que têm baixos índices de corrupção?, disse Campagnolo.

Papel das empresas

A realização de mais uma edição do Fórum Transparência e Competitividade fez parte do esforço realizado pelo Sistema Fiep para disseminar, entre as indústrias paranaenses, a necessidade de implantação de programas de integridade. A entidade entende que as empresas, de todos os portes, devem se atentar para a necessidade de aprimorar seus sistemas internos de controle e compliance, com o objetivo de identificar e combater eventuais práticas corruptas.

Na programação do Fórum, além da palestra magna do ministro Luís Roberto Barroso, houve um painel com o tema ?Programas de Integridade e o papel de gestores e empresas contra a corrupção?. Participaram do painel executivos de empresas que têm políticas consolidadas de compliance e o gerente do Programa de Cooperação Descentralizada do Unitar, Alex Mejia. O foi debate mediado pela jornalista Lillian Witte Fibe. O evento foi encerrado com uma palestra do filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé.

O fórum foi realizado no Campus da Indústria do Sistema Fiep, no Jardim Botânico, em Curitiba, das 8h às 13 horas. Mais informações estão disponíveis no site corrupcaocustacaro.org.br.